Fogo: Associação de guias turísticos aplica apoios recebidos no transporte escolar de crianças de Chã

Quinta, 15 Outubro 2015
São Filipe, 09 Out (Inforpress) – A associação dos guias turísticos de Chã das Caldeiras decidiu aplicar os donativos financeiros recebidos no transporte escolar das crianças cujas famílias regressaram a Chã das Caldeiras, após a erupção de Novembro de 2014. A associação, segundo o presidente Mustafá Eren, recebeu apoio financeiro de algumas organizações estrangeiras, como a Charity Nobel Caledonia, Cabo Verde traiking e de um jardim infantil da Alemanha, mas num encontro os membros da associação decidiram pela aplicação dos recursos no transporte dos alunos que vivem na caldeira. O montante disponível e que está no poder de guias é suficiente para garantir o transporte por um período de quatro a cinco meses entre Chã das Caldeiras a Cabeça Fundão e Achada Furna. A Inforpress soube junto da associação de guias que neste momento pelo menos oito alunos do Ensino Básico Integrado (EBI) residem em Chã das Caldeiras e são transportados para as localidades de Cabeça Fundão e Achada Furna, aonde frequentam os estabelecimentos de Ensino Básico, mas a associação prevê que o número poderá aumentar para cerca de duas dezenas de crianças em idade escolar. As famílias que regressaram a Chã das Caldeiras estão conscientes de que não será edificada escola na localidade e que o regresso, por questões económicas e de sobrevivência, poderá originar dois cenários possíveis, ou as crianças ficam fora do sistema educativo ou terão de separar temporariamente do resto da família para frequentar a escola. Para evitar o que aconteceu em 1995, altura que muitas crianças e adolescentes ficaram fora do sistema, a associação decidiu aplicar os recursos doados no transporte escolar destas crianças. E para uma maior rentabilização dos recursos disponíveis, a associação pretende dialogar com a delegação do Ministério da Educação e Desporto no sentido de colocar os alunos de Chã no mesmo período (manhã ou à tarde) para facilitar na organização e transporte das crianças. Em termos turísticos e tendo em conta o aproximar da época em que se regista maior movimentação de turistas, a associação dos guias aguarda que o Serviço Nacional de Protecção Civil e Bombeiros (SNPCB) proceda ao levantamento da proibição de escalada ao Pico principal, decretada há vários meses na sequência do registo de uma fissura. A pedido das autoridades ligadas à protecção civil, o presidente da associação de guias escalou o Pico, há mais de um mês, e procedeu à medição da fissura, cujos resultados foram comunicados quer a Protecção Civil quer ao geofísico que tem acompanhado o comportamento do vulcão do Fogo. Para associação dos guias turísticos, para o lado leste, onde se situa caminho mais utilizado para a escala, existe condições para que os turistas, acompanhados dos guias, subam ao Pico, indicando que o perigo maior é para o lado norte, onde ocorrem desmoronamento de rochas quase que diariamente, mas esta é uma situação que se registava antes da última erupção. JR/JMV Inforpress/Fim
Leia ainda - Artigos mais recentes: