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Fogo/Naufrágio: Doze pessoas continuam desaparecidas passados 48 horas do acidente

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Actualizado a 10/01/2015, 20:43 São Filipe, 10 Jan (Inforpress) – Doze das 26 pessoas que seguiam a bordo do navio Vicente, afundado ao largo do Porto do Cavaleiros, na ilha do Fogo, na noite de quinta-feira, 08, continuam desaparecidas, segundo dados oficiais. Os trabalhos de resgate do segundo dia das buscas, que contaram com apoio de meios navais e aéreos, foram suspensas pouco passavam das 18:00, sem que fosse encontrado um único sobrevivente ou cadáver. Segundo o presidente do Serviço Nacional da Protecção Civil (SNPC), Arlindo Medina, durante cerca de 12 horas de buscas, entre a ilha do Fogo e Brava e nos ilhéus, apenas foram localizados coletes salva-vidas, balsas e uma bola. “Os resultados que nós temos não são animadores. As condições climáticas não eram as melhores, mas estivemos a fazer as buscas até agora (18:20)”, disse,  indicando que as buscas vão continuar no domingo, 11, com os mesmos meios, designadamente o navio Djon Dadi, o rebocador Damão e o avião da Força Aérea Portuguesa. Aquele responsável adiantou que cada dia que passa as hipóteses de se encontrar sobreviventes tornam-se remotas, mas sublinhou que há esperanças de recuperar pelo menos os corpos das vítimas mortais. Vicente Morgnn, que participou nas operações buscas e salvamento desde início do acidente, aconselha o SNPC a utilizar mais meios aéreos na possível localização dos sinistrados, isto porque, conforme indicou, dado às más condições climatéricas (forte correntes) provavelmente os náufragos já poderão estar há mais de 50 quilómetros a sul da ilha da Brava. Vicente, que é praticante da pesca desportiva e conhecedor do mar da região Fogo e Brava, explicou que, através dos meios marítimos, as buscas poderão revelar-se pouco eficazes neste momento. “Só para se chegar ao local, seriam necessários cerca de cinco horas de viagem, praticamente todo o dia perdido apenas nas deslocações, isto para além de ser dispendioso economicamente”, disse. O navio Vicente,  de quase 50 metros, que pertencia à Companhia Tuninha, afundou-se na noite de quinta-feira, 08, a quatro milhas do cais de Vale dos Cavaleiros, na ilha do Fogo. A bordo seguiam 26 pessoas, das quais 11 foram resgatadas com vida. As mortes confirmadas são três, mas apenas um corpo foi ainda recuperado do mar. Doze pessoas, sendo duas mulheres e 10 homens, incluindo o comandante e capitão do barco, estão ainda desaparecidas. MJB Inforpress/Fim  
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