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Fogo/Naufrágio: Pai desesperado deseja pelo menos recuperar o corpo do filho para um enterro digno

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Actualizado a 10/01/2015, 16:06 São Filipe, 10 Jan (Inforpress) – Mário Lopes, natural de São Vicente e residente na ilha do Fogo, saiu de São Filipe na noite quinta-feira, 08, para o porto Vale dos Cavaleiros, para dar um abraço no seu filho Adilson Lopes, que seguia a bordo navio Vicente. Mário Lopes conta que, depois de receber uma chamada do filho de que o navio estava a atracar, pegou do carro e deslocou-se ao porto. Quando lá chegou, não viu nenhum barco e retornou para o filho que já não atendia às chamadas. Depois, recebeu a informação de que o barco ter-se-ia afundado nas proximidades. “Desde o primeiro dia, a minha vida praticamente é aqui no cais à espera de uma notícia para enviar para São Vicente. Ontem, passei o dia todo aqui, porque queria estar ao lado das autoridades competentes para quando me pedirem informações mais concretas, mas nem me deixaram entrar aqui dentro para saber das novidades”, afirmou. Adilson Silva Lopes, que é um condutor de atrelado, está entre os 12 desaparecidos. Mário Lopes já não tem esperanças de que, depois de mais 40 horas, o filho possa ser resgatado com vida. “Peço a Deus que me dê pelo menos o corpo para enviar para a família em São Vicente e dar um enterro digno ao meu filho”, pediu com lágrimas a descerem pelo rosto. O navio Vicente de quase 50 metros, que pertencia à Companhia Tuninha, afundou-se na noite de quinta-feira, 08, a quatro milhas do cais de Vale dos Cavaleiros, na ilha do Fogo. A bordo seguiam 26 pessoas, das quais 11 foram resgatadas com vida, três foram confirmadas como mortas e 12 ainda estão desaparecidas. MJB Inforpress/Fim
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