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Erupção Vulcânica: Actividade vulcânica continua estável com emissão de gases diversas e cinzas – especialista da Uni-CV

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Actualizado a 05/01/2015, 15:09 São Filipe, 05 Jan (Inforpress) – A actividade vulcânica continua estável e com emissão de gases diversas e de cores diferentes e cinzas vulcânicas que é sentida na cidade de São Filipe e noutros pontos da ilha, disse hoje a especialista Sónia Silva. A coordenadora da equipa da Universidade de Cabo Verde (Uni-CV), que está a fazer o monitoramento da erupção vulcânica desde início da actividade, disse que os gases libertados são dióxidos de carbono e de enxofre e vapor de água e que a coluna eruptiva constituída pelos gases e cinza vulcânica atinge uma média de 200 a 300 metros de altura. Além da emissão de gases e cinzas vulcânicas, a equipa da Uni-CV registou também explosões com estrondos esporádicos e emissão de matéria piroclástico (escórias) que se elevam entre 20 a 30 metros. Contudo, na fissura que alimentava o túnel na base não é possível observar a saída de lavas neste momento, informou. As escoadas de Bangaeira, Portela e Ilhéu de Losna estão estacionárias, apesar de se registar uma temperatura que oscila entre os 100 e 500 graus, acrescentou Sónia Silva. Segundo a especialista, a actividade vulcânica vai continuar, pelo menos, nos próximos sete dias, mas não indicou uma data para o seu término, dada a imprevisibilidade do comportamento do vulcão e dos fenómenos naturais de uma forma geral. Em termos de gases, a média nos últimos sete dias oscilou entre as 1.500 e as 2.500 toneladas diárias, valores inferiores aos registados nas primeiras três semanas de actividades vulcânicas em que se chegou a ter a emissão de 11 mil toneladas de dióxido de enxofre/dia. Na sua visão, os dados dos próximos sete dias vão constituir um sinal determinante para se ter uma noção sobre a durabilidade da actividade vulcânica que já vai no seu quadragésimo terceiro dia. Perante este cenário, Sónia Silva acredita que é possível a entrada de pessoas na caldeira ainda que seja de uma forma controlada, nomeadamente de grupos de estudantes e de pessoas que se interessam pela actividade vulcânica, não devendo, no entanto, aproximar-se demasio das lavas que, apesar de estarem paradas, regista-se alguma temperatura. “Não há perigo para as pessoas”, afiançou Sónia Silva, que recomenda a quem se deslocar à Chã a observar um raio de segurança e a não se aproximar muito das lavas. Estas, esclareceu, estão paradas, mas continuam com temperaturas elevadas, pelo que as pessoas devem usar também máscaras devido à emissão de gases no interior da caldeira. Em relação à erupção vulcânica, que iniciou a 23 de Novembro de 2014 e destruiu os principais povoados de Chã das Caldeiras e uma área agrícola significativa, a segunda fase da ajuda disponibilizada por Angola (408 toneladas), que chegou sábado à ilha do Fogo vai ser entregue oficialmente hoje, um acto que conta com a presença de representantes do Ministério das Relações Exteriores de Cabo Verde e da Embaixada de Angola no país. JR Inforpress/Fim  
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