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Erupção vulcânica: Mais de 50 por cento da localidade de Bangaeira já foi consumida pelas lavas - Sónia Silva

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Actualizado a 07/12/2014, 13:18 Chã das Caldeira, 07 Dez (Inforpress) – Mais de 50 por cento da aldeia de Bangaeira, na ilha do Fogo, já foi engolida pela lava que neste momento avança com uma velocidade mais rápida do que nos últimos dias, por se tratar de uma zona com inclinação. Segundo informações recolhidas pela Inforpress junto da professora da Universidade de Cabo Verde, Sónia Silva, as lavas, com aproximadamente 500 metros de largura, avançam a uma velocidade de 20 a 30 metros por minuto. Nesta velocidade e com uma escoada “bastante fluída”, salienta a especialiosta, a nova frente de lava já destruiu mais de 50% da aldeia de Bangaeira, estando já a percorrer a estrada que a liga a Portela. “As lavas que vêm da direcção oeste destruíram este sábado, no período da tarde, o polivalente com cerca de 150 metros de largura, e a igreja Adventista. Esta frente de lavas com cerca de 3 metros de altura entrou pela Adega de Chã das Caldeiras que ficou destruída parcialmente à volta de 50 por cento”, disse. Questionada se o ritmo da lava continuar com a mesma velocidade poderá chegar aos Mosteiros, a vulcanóloga da Uni-CV avançou que pelo facto de existirem vários factores que influenciam a velocidade das lavas, espera que tal não venha a acontecer. Neste caso concreto, explica que o emissor principal que está mesmo à frente do Monte Velho da erupção de 1951, já opera a continuidade de lavas, o que vem agravar com o aumento da velocidade da mesma nos últimos dois dias. No entanto, sublinha, há factos morfológicos como as subidas e descidas que a lava vai percorrendo, e que muitas das vezes pode “facilitar ou impedir o avanço”. “Isso vai depender muito da evolução do foco emissor”, garante. A erupção vulcânica de 23 de Novembro já vai no seu 14º dia de actividade, tendo já dizimado a aldeia de Chã das Caldeiras, destruído praticamente na sua totalidade a localidade de Portela, parcialmente a Cova Tina e ameaça agora a aldeia de Bangaeira. JR/PCInforpress/Fim
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