25 Outubro 2020

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Fogo: Problemas de ligação marítima Santiago/Fogo atrasam a conclusão das obras do hospital regional

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São Filipe, 19 Nov (Inforpress) – A conclusão das obras de ampliação, remodelação e adaptação do centro São Francisco num hospital regional Fogo/Brava, inicialmente prevista para Dezembro, poderá conhecer “ligeiro atraso”, devido a problemas de ligação marítima entre as ilhas de Santiago e do Fogo.

A possibilidade de haver atraso foi comunicado à ministra-Adjunta e de Saúde, Cristina Fontes Lima, na quinta-feira, durante uma visita guiada às obras do hospital regional, tendo a titular da pasta reunido no final da visita com a empresa para fixar um novo prazo para a conclusão e entrega das obras, que, segundo a governante, vai acontecer ainda nesta legislatura.

“Dificilmente as obras terminam em Dezembro, porque ficaram um mês parado devido a problemas de barcos para transporte dos materiais e equipamentos que estão na Cidade da Praia”, disse Cristina Fontes Lima, acrescentando que “tudo o que é necessário para esta obra está na Praia, nomeadamente os materiais e equipamentos médicos para montagem do hospital”.

Uma parte dos materiais já chegou, os p, que ara a colocação de tecto falso chegou na noite de quarta-feira, no fast ferry, tendo a empresa construtora anunciado que vai acelerar os trabalhos visando a conclusão da obra o quanto antes.

Cristina Fontes Lima disse que às ilhas do Fogo e da Brava vão ter em breve um grande hospital regional que vai permitir a fundação da região sanitária para as duas ilhas, que no dizer da mesma, estará criada até final do ano.

Para a titular da pasta da Saúde, o hospital regional representa um grande investimento e uma infra-estrutura que a região Fogo e Brava precisava e merece, já que o mesmo terá valências que não existiam e que vão dar respostas diferenciadas à população.

“É um hospital digno em qualquer parte do mundo e com respostas e soluções que se encontram em hospitais mais modernos”, disse Cristina Fontes Lima, observando que além do hospital em si, nesta visita trabalhou com responsáveis da comissão instaladora da região sanitária que tem feito um excelente trabalho de integração.

O novo hospital tem capacidade cinco vezes mais do que as actuais estruturas de saúde das duas ilhas e terá alas de neonatologia, de tratamento intensivo, unidade de cuidados de urgência, psiquiatria, maternidade, pediatria, medicina interna e outras valências.

Para a titular da pasta da Saúde, com o seu funcionamento, haverá “mais e melhor saúde para a população das duas ilhas”, indicando que o Ministério começou a preparar a região e o próprio hospital, nos últimos meses, com a colocação de técnicos especializados nas áreas de psiquiatria, oftalmologia, e reforço do sector de pediatria e ginecologia para ter respostas diferenciadas na região.

“Não é só construir o hospital, é formar recursos humanos e reforçar a atenção dos cuidados primários para garantir que a saúde seja feita como deve ser”, disse, sublinhando que a infra-estrutura ultrapassou a sua expectativa inicial e aquilo que estava no papel.

Esta infra-estrutura sanitária é financiada pela cooperação austríaca, através de uma linha de crédito concessional de seis milhões de euros (cerca de 660 mil contos), incluindo o fornecimento de equipamentos, formação dos técnicos e assistência por um período de dois anos.

JR/JMV

Inforpress/fim

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