12 Agosto 2020

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Fogo: Águabrava vai realizar auditoria eléctrica ao seu sistema de bombagem de água devido a subfacturação do consumo de energia

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São Filipe, 18 Nov (Inforpress) – A empresa intermunicipal de água, Águabrava, vai realizar, ainda este ano, uma auditoria eléctrica no seu sistema de abastecimento de água devido a subfacturação do consumo de energia por parte da empresa de electricidade, Electra.

José Rodrigues, director/administrador intermunicipal de produção e abastecimento de águas na região Fogo/Brava, Águabrava, disse à Inforpress que, “além de fornecimento de energia de má qualidade”, a Electra tem subfacturado o consumo de energia, explicado que nos meses em que a empresa teve problemas em abastecer a população por falta de energia, as facturas foram mais elevadas.

A Águabrava, que já comunicou as ocorrências à Direcção Geral da Energia, que inclusive enviou uma equipa técnica para fazer medições, vai realizar a auditoria eléctrica ao sistema de bombagem e nas estações elevatórias e em função dos resultados, não descarta a possibilidade de recorrer ao tribunal para exigir da Electra a devolução de milhares de contos já que a empresa não dignou a responder as reclamações da Águabrava.

“A Electra factura consoante as suas necessidades”, disse José Rodrigues, indicando que na falta de leitura dos contadores a sua empresa faz este trabalho e manda para a Electra, mas esta ignorar os dados e continua a facturar com base em estimativas e num valor muito superior ao consumo.

Além de contas indevidas,a Electra tem cobrado à empresa as taxas de Radiotelevisão e de iluminação pública mesmo nos sítios onde não existem iluminação, disse o responsável da Águabrava, observando que além de notas enviadas à delegação, esta questão foi discutida com o presidente do Conselho de Administração da Electra numa das suas deslocações à ilha, mas apesar de prometer analisar a situação, nunca apresentou qualquer reacção.

José Rodrigues afirmou que com cortes frequentes de energia, além de danificar as bombas, há um aumento no consumo, apontando que as bombas de maior capacidade em cada arranque gasta em média 18 contos de consumo de energia e se houver cortes frequentes, como registado nos dois últimos meses, as despesas aumentam.

A Águabrava, segundo o administrador, vai reunir-se com a delegação do Ministério do Desenvolvimento Rural e outros consumidores para em conjunto analisar esta questão, porque conforme disse, devido a incapacidade de controlar o roubo de energia a Electra quer resolver o problema cobrando aqueles que pagam o consumo de energia.

A auditoria eléctrica, segundo José Rodrigues, conta com financiamento da Cooperação Luxemburguesa, através do Ministério do Ambiente, Habitação e Ordenamento do Território (MAHOT), e a sua realização é na perspectiva de que a Electra venha a devolver milhares de contos à sua empresa.

Além desta questão, o responsável da Águabrava disse que os cortes sucessivos de energias têm provocado prejuízos enormes, através de danificação de bombas submersas, observando que uma bomba cujo tempo útil de vida é de 10 anos, nunca chega a funcionar um ano a nível da ilha.

Neste momento, a Águabrava tem algumas bombas avariadas devido a má qualidade de energia fornecida e segundo José Rodrigues cada uma bomba custa mais de um milhão de escudos , sem contar com o transporte e instalação, indicando que nunca a Electra responsabiliza pelos danos.

Em relação ao Ministério do Desenvolvimento Rural, dos furos de prospecção de água para agricultura na zona sul da ilha do Fogo, apenas um está a funcionar, já que as bombas dos outros três foram danificados pela oscilação de corrente no passado mês de Outubro, tendo sido encomendadas mas ainda não chegaram a ilha do Fogo.

As tentativas para contactar o delegado da Electra na ilha do Fogo no sentido de ouvir a versão desta empresa, não resultaram.

JR/JMV

Inforpress/Fim

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