24 Outubro 2020

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Fogo: Focos de pragas sob controlo mas com acompanhamento permanente de técnicos do MDR

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São Filipe, 30 Out (Inforpress) – Os focos de pragas, nomeadamente a “mangra preta” detectados há cerca de três semanas, em várias localidades da ilha, estão sob controlo mas com acompanhamento permanente da equipa técnica do Ministério do Desenvolvimento Rural. O delegado do Ministério do Desenvolvimento Rural (MDR), Elisangelo Moniz, disse à Inforpress que graças à intervenção dos técnicos do Ministério e das fortes chuvas registadas nas duas últimas semanas, os focos de “mangra preta” estão controlados e a diminuir, indicando que nesta fase poderá surgir a presença de tartarugas e que, caso isso acontecer, os agricultores devem comunicar a delegação do MDR. Este responsável acrescentou que a delegação do MDR tem disponibilizado pesticidas e equipamentos às associações comunitários, assim como toda a informação relativa à sua utilização para o combate das pragas, que no dizer do delegado do Ministério estava confinada a uma área de aproximadamente de 30 hectares de campo de cultivo. Apesar de a situação estar sob controlo, a equipa técnica do MDR está vigilante e a acompanhar o desenrolar da situação e em caso de necessidade dará instruções necessárias para o combate eficaz das pragas. Quanto às chuvas que têm registado nos últimos dias, o delegado do MDR disse que os estragos nos campos de cultivo são superiores ao montante de cinco mil contos estimados no final de Setembro. Elisangelo Moniz admite que os prejuízos são mais avultados no município dos Mosteiros, indicando que a devastação de uma grande área de cobertura vegetal provocada pelo incêndio de 02 de Maio nas zonas altas dos Mosteiros e no perímetro florestal de Monte Velho contribuiu para que o impacto seja ainda maior. As precipitações registadas só no mês de Outubro, nas zonas tradicionalmente agrícolas, que se estende desde S.Jorge (São Filipe) até Baleia e zonas alta dos Mosteiros são superiores à média de precipitação que se regista durante um ano e por isso tem provocado alguns prejuízos. Segundo o delegado do Ministério do Desenvolvimento Rural, a FAO disponibilizou algum fundo para minimizar os efeitos do furação Fred, mas em relação à ilha do Fogo os estragos ocorreram num momento posterior e é necessário ver a forma de enquadrar os danos nas culturais de sequeiro e de regadio pluvial, sobretudo nos Mosteiros. Uma equipa técnica do MDR, acompanhada de técnicos da edilidade dos Mosteiros, vai proceder, na próxima semana, à reavaliação dos danos provocados pelas cheias e enxurradas que destruíram campos de cultura, sobretudo nos Mosteiros. JR/JMVInforpress/Fim
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