24 Setembro 2021

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Mais de cem ninhos de tartarugas identificados no Fogo

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A campanha de preservação das tartarugas marinhas na ilha Brava continua a dar os seus frutos. Este ano há mais de uma centena de ninhos de desova de tartarugas, nos Ilhéus Rombo e Seco, graças ao “Projecto Vitó”. Nos três concelhos da ilha do Fogo, 60 ninhos estão identificados. A campanha de preservação das tartarugas marinhas na região Fogo- Brava continua a dar os seus frutos. Este ano há mais de uma centena de ninhos de desova de tartarugas, nos Ilhéus Rombo e Seco, graças ao “Projecto Vitó”. Nos três concelhos da ilha do Fogo, 60 ninhos estão identificados. Em duas deslocações aos dois ilhéus da região contaram-se 104 ninhos de desovas de tartarugas, anunciam os responsáveis do projecto de protecção das tartarugas. O objectivo, segundo Herculano Dinis responsável pelo projecto, é sensibilizar e preparar os pescadores que frequentam os ilhéus para a fiscalização das praias e monitorização das tartarugas, através dos rastos e dos ninhos. Para fazer esse trabalho, o projecto tem contado com o apoio de pescadores e autoridades marítimas. Mesmo assim, como para provar que o trabalho de sensibilização tem de continuar, nas praias dos Ilhéus, frequentadas pelos pescadores, foram encontradas quatro carapaças de tartarugas abatidas. Já na ilha do Fogo, nas praias dos três municípios da ilha, contou-se um total de 60 ninhos, sendo que na sua maioria foram encontrados em duas praias: Praia Grande e Alcatraz (Santa Catarina). De salientar que a quantidade de ninhos está a diminuir de ano para ano. No concelho de São Filipe regista-se em 2015 uma diminuição na ordem dos dois-terços: no ano passado contaram-se 18 ninhos, mas este ano apenas seis. Desde o início deste mês começou a registar-se a eclosão dos ovos. Cabo Verde alberga cinco das sete espécies de tartarugas existentes no mundo e é o segundo maior local de desova no Atlântico Norte, sobretudo para a tartaruga-comum. A caretta-caretta, a mais ameaçada, continua a ser capturada pelos pescadores e os seus ninhos destruídos por populares, embora a lei cabo-verdiana proíba tal prática desde 1997.
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