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Erupção vulcânica: Ficou claro que a ilha não está preparada para uma situação de catástrofe – vereador

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Actualizado a 03/06/2015, 14:41 Cidade da Praia, 03 Jun (Inforpress) – Na última erupção vulcânica ficou claro que a ilha do Fogo não está preparada para uma situação de catástrofe do género, admitiu hoje o vereador para a área de Protecção Civil no município de Santa Catarina do Fogo.   João Monteiro fez esta constatação hoje em declaração à imprensa durante o seminário sobre o tema “Erupção Vulcânica na ilha do Fogo – dificuldades e lições aprendidas”, que decorre na Cidade da Praia, uma iniciativa do Serviço Nacional de Protecção Civil e Bombeiros (SNPCB), que pretende analisar e debater as iniciativas governamentais em curso para o processo de recuperação da erupção que decorreu de 23 de Novembro de 2014 a 08 de Fevereiro de 2015. “Ficou claro que a ilha não está preparada para uma situação de catástrofe como a de uma erupção vulcânica, mas as condições estão a ser melhoradas a cada dia e esperemos que não só as câmaras municipais, mas também o SNPCB e o Governo, estejam cientes dessas dificuldades e, paulatinamente, criarem condições para que em situações semelhantes possamos estar preparados”, afirmou. Para João Monteiro, a erupção vulcânica serviu para as autoridades tirarem várias lições, desde a preparação para as questões de catástrofes do tipo, como na questão das evacuações, razão por que o seu município e os outros dois na ilha (São Filipe e Mosteiros) já estão munidos de alguns meios para dar respostas a esta situação, através de várias parcerias nacionais e internacionais já efectivadas. O presidente do Serviço Nacional de Protecção Civil e Bombeiros, Arlindo Lima, tem a mesma opinião, afirmando também que tirou lições durante a última erupção vulcânica, principalmente em relação às evacuações em que as pessoas “teimosamente não queriam abandonar as suas casas”, mas também a questão da logística. “Mas sendo o Fogo uma ilha de risco, não podemos instalar aí um serviço nacional, mas sim, ter estruturas locais fortes para responder às necessidades, e neste momento o SNPCB já dispõe de um comando a funcionar na ilha, falta agora implementar os serviços municipais de uma forma mais efectiva, para que tenhamos pessoas formadas para responder às situações de emergência”, disse. Entretanto, a coordenadora do Sistema das Nações Unidas em Cabo Verde, Ulrika Richardson, na sua intervenção na abertura do seminário referiu que as Nações Unidas, no quadro das suas atribuições, desde os primeiros momentos da erupção vulcânica apoiou esforços de Cabo Verde na avaliação das necessidades de “recuperação rápida” em relação aos danos causados pelo desastre natural. “Os danos, as perdas e os impactos associados com o fenómeno dificultam a vida das comunidades (…) porém, a erupção do Fogo apresenta oportunidades para o país analisar, nomeadamente, a forma como diminuir as vulnerabilidades e reconstruir melhor, tendo em conta as pessoas afectadas, que sistema de alerta precoce e gestão de riscos e desastres para a ilha, entre outras”, indicou. Três painéis estarão em debate durante o dia de hoje, designadamente “Gestão de risco vulcânico em Cabo Verde”, “Gestão de crise e ajuda humanitária” e “A recuperação pós-desastre na ilha do Fogo: oportunidades e desafios”. DR/FP   Inforpress/Fim
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