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Erupção Vulcânica: As famílias deslocadas estão sem expectativas de solução – líder do MpD

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Actualizado a 23/03/2015, 00:04 São Filipe, 23 Mar (Inforpress) – As famílias deslocadas de Chã das Caldeiras, vítimas da erupção vulcânica de 23 de Novembro de 2014, estão sem expectativas quanto à solução do problema, disse o líder do Movimento para Democracia (MpD/oposição), Ulisses Correia e Silva. O líder do maior partido de oposição, que termina segunda-feira uma visita de três dias à ilha do Fogo, disse que o fórum de reconstrução da ilha do Fogo, realizado nos dias 02 e 03 de Março, em São Filipe, foi mais um “show” do governo, já que o problema concreto de reconstrução de Chã das Caldeiras - realojamento e retoma da vida das pessoas de Chã -  ficou sem solução. Para Ulisses Correia e Silva,  quando as pessoas de Chã esperavam por uma resposta sobre quando regressavam à normalidade e ter rendimento para sustentar a si próprias, o governo veio com a ideia de reconstrução da ilha, tentando amplificar o quadro de intervenção, aumentado o nível de exigência de recursos e o tempo, para deixar tudo na mesma em relação à questão essencial. “As pessoas de Chã têm um problema muito concreto que precisa ser resolvido”, disse líder do MpD, notando que a questão é saber que solução para Chã das Caldeiras, como vai se fazer o reassentamento e realojamento das pessoas, o retomar do aproveitamento do produto turístico que é Chã das Caldeiras, questões que ficaram sem respostas porque o fórum foi desfocalizado do problema de fundo. Segundo o mesmo, o Governo foi para o geral, sem resolver o particular, que é aquilo que a ilha está à espera em termos de respostas. Em relação às famílias de Chã das Caldeiras, Ulisses Correia e Silva disse que esperava encontrar uma situação diferente, indicando que em Novembro, inicio da erupção, compreendia e fazia sentido alojar as pessoas nestas condições, mas é uma realidade que não pode continuar eternamente. As pessoas, segundo o dirigente político, precisam retomar a normalidade das suas vidas, sublinhando que “uma coisa é estar em tendas e outra é estar em casa a produzir”, porque se “trata de gente que sempre foi independente e que hoje está sujeita a cestas básicas e a viver com grande condicionamento”. Para o líder do MpD, as pessoas conseguem aguentar durante alguns dias ou um mês, mas não aguentam cinco ou seis meses na mesma situação e sem expectativas de para quando é que a solução vai surgir. JR Inforpress/Fim
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