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Erupção Vulcânica: Governo não quer ser fiscalizado sobre utilização dos fundos para Chã das Caldeiras – Jorge Nogueira

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Actualizado a 20/02/2015, 00:02 São Filipe, 20 Fev (Inforpress) – O governo não quer que seja fiscalizado nem pelas pessoas de Chã nem pelo Parlamento sobre a utilização dos recursos disponibilizados, financeiros e materiais, para a Chã das Caldeiras na sequência da última erupção vulcânica, disse Jorge Nogueira. Para o parlamentar eleito pela lista do Movimento para a Democracia (MpD-Oposição, o executivo quer “ter mãos livres” na gestão dos bens e a sua utilização para outros fins, indicando que “a campanha eleitoral está próxima” e que o “governo está na falência e com dívidas para todo o lado”, pelo que “ todo o dinheiro fresco que entra é desviado para outros fins”. Para Nogueira, só assim se percebe a recusa por parte do governo e do grupo parlamentar do PAICV em aceitar a constituição de uma comissão parlamentar de acompanhamento de todo o processo relacionado com a gestão dos recursos e do silêncio, passado dois meses, em relação à solicitação das três associações que existiam em Chã das Caldeiras para terem três representantes junto da comissão que gere o processo. Para o deputado do MpD, o governo “ está com medo” de enfrentar a população de Chã e de tomar as medidas prometidas às pessoas, ao Parlamento e à comunidade internacional, notando que o governo quer, à socapa e só através de intermediário, tomar decisão de que a população de Chã das Caldeiras tem de ficar em Achada Furna e Monte Grande, em casas construídas aquando da erupção vulcânica de 1995. “Não foi esta a promessa e garantia dada ao Parlamento, à população e à Comunidade Internacional. Tinha ficado assente a realização de um encontro com a população de Chã para decidir a localização do assentamento”, disse Jorge Nogueira, indicando que o director-geral das Infra-estruturas tinha anunciado a reabilitação das 110 casas de Monte Grande e Achada Furna e a construção de outras 100. Segundo o mesmo, o governo e os presidentes das câmaras têm de ter a coragem e aceitar repto da população para, num diálogo aberto, com participação da população e dos deputados, tomar as decisões acertadas e não através de intermediário. Para o parlamentar, o primeiro-ministro tem dito “tantas palavras que não são cumpridas” e quer saber se a promessa feita às pessoas de Chã das Caldeiras “é mais uma para não ser cumprida”. Jorge Nogueira lembrou que o Chefe do Governo avaliou os prejuízos em cerca de cinco milhões de contos, em função dos bens que as pessoas tinham na Caldeira e que não poderá “querer dividir para que todos sejam iguais, porque não se está num regime comunista”. Jorge Nogueira reuniu-se quinta-feira com a população deslocada de Chã das Caldeiras residente em Monte Grande e Achada Furna, para recolha de mais elementos , visando a próxima sessão da Assembleia Nacional. JR Inforpress/Fim  
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